Historia Do Povo Guarani
Os guaranis são povos indígenas que estão distribuídos em diversos lugares da América do Sul, com sua maior concentração no Sul do Brasil e no Paraguai. Parte do tronco linguístico Tupi-Guarani, os guaranis possuem três subgrupos dialetais: os Kaiowá, os Mbya e os Ñandeva.
Mais longe do que o lugar dos deuses intermediários, existe uma espécie de região do Alto habitada pelo povo dos "Kayowá celestes", espíritos (dos mortos? de quem?) estreitamente ligados com os seres vivos da Terra. Estes Tavyterã eram sem morada definida e desconhecem o seu próprio destino. Um pouco adiante chegaremos, com os Guarani, à Terra Sem Mal, cuja busca incessante bem poderia ser o símbolo do sentido de vida deste povo.
“Ela tem variações de povo para povo. Mas eles se entendem. Já o Guarani falado no Paraguai é uma língua franca, de origem colonial”, explica Eremites. Língua franca é a fusão entre o guarani dos índios e o espanhol do colonizador. “O guarani paraguaio é o resultado de um processo histórico, da relação entre indígenas e espanhóis”, afirma.
No Brasil, os grupos Guarani Kaiowá, Guarani Ñandeva e Guarani Mbya sofrem com a pressão do agronegócio e a falta de recursos. Apesar de todas as dificuldades, o povo continua firme. Eles utilizam a tecnologia e as redes sociais para denunciar abusos. Além disso, produzem filmes, músicas e literatura para manter viva a chama da sua identidade. Eles provam que a História do Povo Guarani não terminou no passado.
Os guaranis são um grupo indígena da América do Sul, pertencente ao tronco linguístico tupi-guarani, com uma cultura rica e espiritual profundamente conectada à natureza, vivendo em regiões como Brasil, Paraguai, Argentina e Bolívia. Sua sociedade é organizada de forma comunitária, com uma liderança baseada em caciques e pajés, e eles falam o idioma guarani, que é cooficial no Paraguai. Leia também: Quais são os povos
Graças aos índios Guarani, a A história do povo Guaraniremonta a cerca de 200 a.C., quando as tribos Tupi-Guarani começaram a migrar para o sul a partir da região central da Amazónia.
O professor Emerson de Oliveira Souza, doutorando em Antropologia Social e integrante do Centro de Estudos Ameríndios da USP, é da etnia guarani nhandeva. Sua família vive na maior terra indígena do estado, perto de Bauru. As etnias que hoje ocupam esse território eram, no passado, nômades que migravam periodicamente do Sul para o Centro-Oeste.
A partir dos anos 1950 a 1980, com o estabelecimento de fazendas de gado e plantações de soja, muitos Guarani-Kaiowá trabalharam no corte da floresta da região que habitavam. Logo depois, os agricultores recém assentados, aliados aos poderes políticos locais e à ditadura, começaram a deslocar violentamente as famílias Guarani-Kaiowá de seus territórios tradicionais.
Os guaranis enterravam seus mortos em urnas funerárias feitas de cerâmica, chamadas igaçabas. A tribo era dirigida por um conselho tribal composto pelo morubixaba, pelo taxauá e pelo pajé. O morubixaba era o chefe da aldeia, geralmente com mais de 60 anos e por isso respeitado por todos pela experiência de vida; podia ter mais de uma mulher.
A palavra guarinĩ, está atestada em textos jesuitas do século XVI sobre tupi antigo significando guerreiro. Antes disso eles se autodenominavam Abá, significando homens ou povo. Existe uma relativa abundância de registros históricos que tratam da trajetória dospovos guaranisa partir
Com uma intensa pesquisa sobre técnicas ancestrais de coleta, moldagem e queima junto a outras aldeias, esses povos, pouco a pouco, têm se empenhado nessa tarefa no intuito de contarem suas histórias e a repassarem às futuras gerações. A produção e comercialização de artesanato pelos povos indígenas do Sul do país se insere como uma das estratégias imediatas de geração de renda, além de constituir fator de expressão sociocultural Kaingang e Guarani.
Por influência dos jesuítas, começaram a construir cemitérios, que hoje ficam em pontos mais afastados das aldeias. Nossa equipe teve permissão para visitar um desses lugares sagrados para opovo Guarani.
Continuo convencido de que o aparecimento do guarani na América é que saindo da Mongólia, o povo passou pelas ilhas do Japão, depois pelo conjunto das ilhas da Polinésia, mais tarde navegou pelas correntes quentes do Pacífico, e chegou até a América, na altura do Peru, subiu os Andes e desceu pelas nascentes do rio Madeira, margens essas onde se encontram datações arqueológicas de sua presença há 8.000 anos.
O termo tupi-guarani é designado para definir uma das dez famílias linguísticas do tronco tupi. Os demais troncos linguísticos identificados no Brasil são o tronco Jê e Arauak, dos quais derivam o conjunto de línguas dos povos indígenas que habitavam o Brasil na chegada dos colonizadores portugueses.
Quando da chegada dos espanhóis e portugueses na América, por volta de 1500, os Guarani já formavam um conjunto de povos com a mesma origem, falavam um mesmo idioma, haviam desenvolvido um modo de ser que mantinha viva a memória de antigas tradições e se projetavam para o futuro, praticando uma agricultura muito produtiva, a qual gerava amplos excedentes que motivavam grandes festas e a distribuição dos produtos, conforme determinava a economia de reciprocidade.
A FIAN Brasil vem assessorando essas lutas sociais dos Guarani e Kaiowá de diversas formas, focada no acompanhamento de quatro tekohás principais: Kurusu Ambá, Ypo’i, Guaiviry e Apyca’i. Nos últimos anos, por exemplo, realizamos uma pesquisa-diagnóstico sobre a situação do DHANA deste povo, aplicando a Escala Brasileira de Insegurança Alimentar Indígena (EBIA-I) e analisando as mais diversas violações de direitos humanos relacionadas à atual situação dos Guarani e Kaiowá.
GUARANI - O POVO INDÍGENA MAIS NUMEROSO DO BRASIL
Atenção - Imagens meramente ILUSTRATIVAS para contar a história narrada. Fala pessoal, hoje trago-lhes mais um tribo ...